Não está nos planos, o envio de uma força militar da União Europeia para combater o terrorismo na província de Cabo Delgado no extremo norte de Moçambique. A posição é do Embaixador da União Europeia no país, António Sanchez Benedito Gaspar.



 Para o embaixador da União Europeia em Moçambique a situação dos ataques terroristas é preocupante mas o envio de uma força militar está posta de lado diz António Sanchez Benedito Gaspar: «Não está na agenda. Estamos a falar de reforço das capacidades de Moçambique para que sejam as próprias forças de segurança de Moçambique capazes (ndr: de resolver a situação). Portanto, há muitas modalidades, mas sempre de reforço às capacidades de Moçambique».

A assistência humanitária aos, pouco mais de, 500 mil deslocados vai continuar apesar do desafio que isso representa.

Por outro lado, as organizações da Sociedade Civil apelam ao fim da violência armada nas províncias de Manica e Sofala atribuída a Junta Militar.

«Na zona centro, essas movimentações das pessoas é feita numa situação de perigo, medo, e isso não é bom, nem para nós moçambicanos, nem para os investimentos que nós precisamos», afirmou Dércio Alfazema, Director de Programas do Instituto para a Democracia Multipartidária - IMD -. 

A Organização Internacional das Migrações estima que existam mais de 7 mil deslocados no centro de Moçambique, em fuga de ataques armados em zonas por onde vagueia a Junta Militar. Ouça a Crónica do nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

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